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sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

A obscenidade de inventar uma notícia sobre "sexo oral"



Um assunto que eu pesquiso muito é SEXO,  e a tudo a ele relacionado, tanto para postar informações aqui quanto para ter temas para meus poemas.

Já li de tudo, ou melhor, penso ter lido de tudo, pois cada vez mais me surpreendo com o que encontro pelo mundo.

Mas algo que chamou a minha atenção foram algumas notícias falsas publicadas como sendo verdadeiras. Não como faz o Sensacionalista, que brinca forjando notícias, mas uma verdadeira deturpação dos fatos. E uma que eu encontrei chega a ser obsceno. Sim, obsceno no sentido em que eu classifico no Obscenatório.

Alguns sites e blogs postaram uma notícia sobre uma pesquisa, que conclui que o sexo oral praticado pelas mulheres no primeiro encontro ajuda a manter o relacionamento do casal. Segundo estes (des)informadores, o estudo diz que a maioria dos casos em que a mulher praticou sexo oral no primeiro encontro, acabou por gerar uma maior possibilidade para novos encontros. Tais chances chegariam a 78,2%. Já o encontro em que não promove contato íntimo, as chances seriam de 9,7%.

O estudo seria de responsabilidade de uma pesquisadora chamada Dra. Anne Walker Green, sem informar de qual instituto ou universidade. Tal pesquisa teria sido publicada na revista New Science, ou, como dizem outros, pela New Scientist. Estes vários sites falam ainda de um suposto livro chamado "Intelligent strategies to the loving’s woman life" em que haveria relatos das mulheres pesquisadas.

O fato é que não há nenhuma matéria sobre este assunto publicado em ambas as revistas, assim como não há nenhum livro chamado "Intelligent strategies to the loving’s woman life". Em uma pesquisa pelo nome "Anne Walker Green" no Google.co.uk, nenhuma relação com o nome e alguma pesquisa sobre sexo oral. A doutora Anne Walker teria ainda dado uma entrevista para o jornal Daily Express, mas nenhuma informação foi encontrada no site do jornal. E a tal notícia somente existe em páginas brasileiras sem qualquer credibilidade.

Só podemos concluir que a notícia fake foi criada por algum "espertinho" que queria incentivar as mulheres a praticarem sexo oral no primeiro encontro, sustentando-se em um estudo falso.

Acredito que há maneiras mais interessantes de incentivar a mulherada a fazer o sexo oral logo de cara, a começar dizendo que adoraria fazer nelas.

Portanto, mulheres, cuidado com o que vocês andam lendo sobre sexo!

Ajudar nas tarefas domésticas não faz com que os homens ganhem recompensas sexuais, diz estudo



Parece que homens que realizam tarefas, que antes eram atribuídas às mulheres, como cozinhar, lavar, passar etc., acabam não sendo recompensados com sexo. Ao contrário, seriam as atividades "másculas" como trocar lâmpada, consertar o carro, dirigir e pagar as contas, que conseguem mais sexo no casamento. O mesmo aconteceria com as mulheres, na ordem inversa: as que praticam tarefas "de mulheres" conseguem mais sexo.

Quem afirma isso é um estudo publicado na American Sociological Review. Seria isso uma verdade ou apenas uma demonstração do machismo da sociedade americana (e porque não também da sociedade brasileira)?

Mas, contrariando o estudo americano, muitas mulheres acham excitante um homem cozinhando, e alguns homens sentem tesão por mulheres que fazem o conserto mecânico dos seus carros.

Entretanto, não é a tarefa doméstica que vai dar ou não mais prazer a uma casal. O estudo mostra muito mais uma relação de poder do que afetividade sexual propriamente dita. O estudo ainda é capaz de afirmar se estes casais conservadores são felizes no sexo. Não revele ainda se o homem ou a mulher buscam sexo fora do casamento. Essa pesquisa vai numa direção contrária das estatísticas de divórcio nos EUA por desigualdade nas tarefas domésticas.

É bem pouco provável que uma mulher esteja apta a transar com o marido que pouco se importa em ajudar a trocar a fralda do neném.

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Todos os sentidos desempenham um papel importante no tesão


De fato, isto não é nenhuma novidade. Mas para muitos talvez seja.

O cheiro, por exemplo, pode ter um papel importantíssimo para na excitação. Há quem sinta tesão por cheiro de cocô. Também a dor é capaz de fazer algumas pessoas sentirem um enorme tesão.

Mas o Sun Times publicou uma notícia sobre uma pesquisa realizada pelo musicoterapeuta (alguns chamam de psicólogo musical, mas não me agrada o nome, pois parece que a música está com sérios problemas de entender o seu Eu ou que o psicólogo trabalha cantando) Daniel Mullensiefen, que encontrou uma conexão entre o tesão e a música.

Duas mil pessoas foram entrevistadas sobre como e quanto a música é capaz de influenciar na excitação sexual, tendo 40% respondido que a experiência musical causou mais tesão do que tocar o(a) parceiro(a). O que não quer dizer, segundo o psicólogo, que a música substitui o sexo, mas, mostra o quanto é capaz de ajudar a descobrir a "nossa" sexualidade e "soltar os nossos deuses e deusas interiores".

O que o estudo de Mullernsiefen pretende mostrar é que o toque não é a única e mais eficaz forma de levar ao prazer sexual, mas o quanto todos os sentidos corroboram para a busca do gozo máximo.

Talvez faça algum sentido este estudo, entretanto, eu jamais conseguiria gozar ouvindo uma música da Xuxa.


: postagem recuperada do antigo blog obscenatorio.wordpress.com