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terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Quem disse que não existe mais homofobia?

No sábado passado (12/01), duas mulheres sofreram um grande constrangimento no restaurante Victor, no bairro da Lapa, Rio de Janeiro. As duas foram expulsas por um homem que segurou no ombro de uma delas e mandou que elas saíssem, dizendo que aqui não era permitido. Não se sabe ainda se o homem é cliente ou funcionário do estabelecimento.

Confira a notícia no Jornal O Globo.

Há quem diga que homofobia é coisa do passado, que hoje em dia não há mais nada disso. Engana-se completamente quem pensa assim. Casos assim acontecem com bastante frequência. Há ainda casos mais graves, em que o uso da violência contra homossexuais é praticado sem a menor pena.

O GGB (Grupo Gay da Bahia) divulgou um relatório com os dados de crimes de assassinato contra gays. O relatório, intitulado Relatório Anual de Assassinato de Homossexuais, registrou 338 assassinatos no Brasil no ano de 2012. Segundo a organização, em 2011 o número de crimes foi menor, resultando em 266 mortes. Percebe-se um aumento considerável de um ano a outro. Com estes índices o Brasil está ocupando a primeira colocação no ranking mundial de assassinatos homofóbicos e transfóbicos. Maiores detalhes sobre o relatório poderão ser obtidos no site do GGB.

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Nigéria aprova lei contra homossexualidade


Matéria reproduzida do Jornal Verdade:

O projecto de lei contra a homossexualidade foi aprovado por unanimidade, Terça-feira (13), pela Câmara dos Representantes, a Câmara Baixa do Parlamento nigeriano, o que torna a sua adopção iminente. Uma vez adoptada, a lei vai criminalizar o casamento entre pessoas do mesmo sexo e as manifestações públicas de afecto entre homossexuais.

O projecto de lei vai ser estudado artigo por artigo e será depois harmonizado com uma versão votada pelo Senado (a Câmara Alta do Parlamento) em Novembro passado, antes de ser enviado ao Presidente para aprovação.

Em virtude deste projecto de lei, as pessoas que contraem casamentos com pessoas do mesmo sexo arriscam 14 anos de prisão cada, enquanto os que apoiam ou assistem a tais casamentos incorrem em 10 anos de aprisionamento, bem como qualquer pessoa que registar, participar ou explorar clubes, associações e organizações homossexuais.

"O casamento entre pessoas do mesmo sexo é estrangeiro à nossa cultura e não é autorizado por Deus; o casamento entre homem ou mulher do mesmo sexo é completamente estrangeiro à nossa sociedade, à nossa cultura", declarou a presidente da Câmara, Mulikat Akande-Adeola, que dirigiu os debates, Terça-feira.

"Esta prática não tem lugar na nossa cultura, na nossa religião, na Nigéria ou num outro lugar em África. É imoralidade e profanação da nossa cultura, condenamó-la totalmente", frisou.

A comunidade internacional indignou-se, ano passado, quando o Senado votou a sua versão da lei. Após o voto do projecto de lei, a Amnistia Internacional instou as autoridades nigerianas a suprimí-lo, considerando que ao dar uma definição ampla do "casamento de pessoas do mesmo sexo" que inclui qualquer relação entre pessoas do mesmo sexo, e visando as pessoas que "assistem", "ajudam" ou "apoiam" tais relações, o projecto da lei ameaça os direitos humanos de um número importante de pessoas.

Numerosos países, incluindo o Reino Unido, o Canadá e os Estados Unidos instaram igualmente o Senado a retirar este projecto de lei e alguns ameaçaram mesmo suspender a sua ajuda à Nigéria, se o projecto for promulgado.

Mas, o presidente do Senado, David Mark, respondeu pela negativa, apesar do protesto internacional que suscitou.

"É injusto ligar qualquer ajuda ou assistência à Nigéria a leis que criamos no interesse geral dos nossos cidadãos, fora disso somos tentados a acreditar que esta assistência compreende motivos secretos", afirmou.

"Se esta assistência tem por objectivo hipotecar o nosso futuro, os nossos valores, os nossos costumes e a nossa maneira de viver, então eles podem guardá-la", concluiu o presidente do Senado.

: postagem recuperada do antigo blog obscenatorio.wordpress.com

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Vaticano continuará lutando contra o casamento gay


Em um editorial da semana passada, o padre Federico Lombardi, porta-voz do Vaticano, afirmou que o casamento gay causa poligamia e que a Igreja continuará investindo contra. Durante um comunicado feito na Radio Vaticano, Federico pergunta por que os defensores do casamento entre homossexuais não pedem logo a aprovação de casais poligâmicos.

Para o Vaticano ainda permanece a "lógica" de que a união única possível é entre um homem e uma mulher, não aceitando em qualquer hipótese o homossexualismo, e que o casamento gay promovera a poligamia, outra impossibilidade para o catolicismo. Visão esta arcaica que faz com que a Igreja Católica entre cada vez mais em crise e perdendo fieis. E o que dizer dos abusos de menores cometidos por padres católicos, que o Vaticano insiste em se manter calado?

O que seria mais um motivo para que Igrejas, sejam de qualquer religião, não tenham qualquer papel no Estado e se resumirem a meros ambientes de encontros de fieis.

Recentemente, a Administração Estatal de Assuntos Religiosos da China, reguladoras de todos os credos no país, proibiu qualquer atividade religiosa com o intuito de lucrar economicamente.  Este passo é importante para impedir o enriquecimento das Igrejas e organizações que usam a religião para obter dinheiro em cima das crenças das pessoas. O que também ajuda a diminuir a participação de interesseiros e o uso da religião como força política.

Mas não apenas os lucros devem ser impedidos, como também devem ser processados e incriminados quaisquer pessoas que usem a religião para promover o preconceito.


: postagem recuperada do antigo blog obscenatorio.wordpress.com