Mostrando postagens com marcador pudor. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador pudor. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Mamilos são mais polêmicos que corrupção?

Chamam este blog de obsceno, pornográfico, imoral, e já até foi censurado no wordpress. Por que a nudez, por que os peitinhos, por que o pênis e a vagina, por que o sexo, por que tudo isto é tido como obsceno?

Mas quem tem a coragem de chamar de obscena a corrupção no Brasil?

A justiça da Ilha de Jersey, um local considerado paraíso fiscal, ordenou a devolução do dinheiro desviado de obras públicas durante a gestão de Paulo Maluf. Mas quem tem a coragem de tachá-lo de obsceno?

Por que ninguém censura a corrupção? Por que ninguém censura a violência? Por que ninguém censura a miséria?

Definitivamente não é de moral e bons costumes que estamos precisando.

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

O pudor no cinema



Corta!

Na primeira cena a personagem se despe e permite que a água morna caia sobre o seu corpo que já virado para o telespectador abraçado estão os seios escondidos da câmara próxima cena ela esparrama-se na cama com o amante sob os lençóis trepam violentamente sussurros enlouquecidos gemido do gran finale ela precisa levantar-se ir ao banheiro lavanta-se tapando as mamas a seguir o retorno nova cena os biquinhos em nenhum momento à mostra deita na cama as tetas ainda enlaçadas por um dos braços enquanto o outro puxa de volta o lençol que o pudor cinematográico se foda



O vídeo acima é a compilação de três cenas do filme Amarelo Manga, que, por estar hospedado no youtube, teve a parte principal cortada (cena em que Lígia (Leona Cavalli) levanta na mesa e mostra os pentelhos amarelo manga de sua buceta). Na época, houve críticas de atentado ao pudor, a esta, e outras cenas, como a que Kika (Dira Paes), ao deixar o seu lado evangélico e casto, mostra o seu despudor enfiando o cabo duma escova no cu de Isaac (Jonas Bloch).

Como bem escreve Janilto Andrade, no livro Erotismo em João Cabral, não há intenção pornográfica na cena de Lígia, mas sim, obsceno é o gesto da personagem machista que vê a mulher sempre como um objeto sempre a satisfazer os desejos do homem. A atitude da personagem de Leona Cavalli é libertadora, é uma ação inteligente e libertina contra à estupidez e grosseria machista.

Por outro lado, muitos diretores tentam ser "corretos", não "pornográficos", sem atentar ao pudor, e acabam cometendo um grave erro, levando ao ridículo algumas cenas. Destes filmes que prevalecem o pudor e acabam por prejudicar suas cenas, um dos mais marcantes que me vem à memória é Psicose, no momento em que a personagem principal está tomando seu banho e de repente a mãe do rapaz do hotel surge e, à toscas facadas, mata a mulher. No instante em que a mãe dá as facadas, a personagem principal tenta, com uma das mãos, se defender, mas, com a outra, fica escondendo seus seios, mostrando-nos uma cena realmente tosca. Quando um diretor faz cobrir os seios, a vagina, o pênis dos personagens em uma cena de sexo, por exemplo, fica claro que os gestos dos atores não pertencem à cena, mas são apenas meios de se tapar, ridiculamente, as imagens que a nossa sociedade conservadora tanto considera como depravante. Não é diferente, ainda que sob outra ótica, o que ocorre com o filme "E aí, comeu?". Recheado de palavrões, mas palavrões estes que hoje em dia já perdeu o seu caráter de baixo calão, sendo mais um clichê, um meio apelativo para conquistar o público, as cenas não apresentam qualquer imagem "agressiva", na verdade o filme é cheio de pudor, mostrando personagens tímidos em suas ações em relação ao sexo. Já o Erva do Rato, mostra cenas explícitas de Alessandra Negrini, que nem por isso são ofensivas. Ao contrário, de um ponto de vista bem parecido com Amerelo Manga, o filme traz à tona o despertar sexual de uma mulher reprimida com a cultura do sexo, em que a liberdade sexual é vista como pecaminosa mas ao esbarrar com acontecimentos inesperados liberam seus instintos mais ferozes.

Fecho este artigo inicial com a frase da personagem transeunte, que é uma ponta do diretor Cláudio Assis, à evangélica Kika: “O pudor é a forma mais inteligente de perversão”.

E aí, é obsceno pra você?

: postagem recuperada do antigo blog obscenatorio.wordpress.com

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Nem toda nudez tem apelo sexual



Texto: Alex Castro

Colaboração para o Obscenatório: Thiago Ricardo

Pelas duas primeiras semanas de novembro, o Projeto Nu estará no Brasil, fotografando a nudez de nossas mulheres.



O direito à nudez


O inglês Stephen Gough, conhecido como "o andarilho nu“, passou grande parte dos últimos seis anos preso. Seu crime: andar nu pelo Reino Unido.

As autoridades dizem não querer prendê-lo, mas Stephen tira as roupas "assim que é solto", e acaba sendo preso de novo. Mesmo dentro da cadeia, ele se recusa a usar roupas e tem que ficar isolado dos outros prisioneiros.





Para Stephen, a questão é simples: ele considera que andar nu em público é uma liberdade fundamental. Que é um aspecto da sua individualidade. Que não é racional agir como se o corpo humano fosse ofensivo.

Outros argumentam que os direitos de Stephen terminam onde começam os direitos dos outros de não serem “perturbados” ou “alarmados” por sua nudez.

Mas será que a nudez de um homem andando na dele deveria mesmo ser alarmante e perturbadora?



A obscenidade da nudez pública

Em São Francisco, na Califórnia, a lei proíbe apenas “comportamento obsceno” e não a nudez pública. Ou seja, balançar o pau e gritar “olha minha trolha!!” não pode. Simplesmente andar pelado pela cidade, pode. Hoje, a nudez pública só é proibida em três lugares: nos restaurantes, nos parques e no porto.

Ano passado, um supervisor municipal conseguiu passar uma lei restringindo a prática: agora, para usar cadeiras ou bancos públicos, os nudistas precisam sentar em uma toalhinha ou jornal.

(Essa nova regra não faz sentido pra mim. Do ponto de vista do nudista, posso até me imaginar andando nu pela rua… mas sentando nu em um banco de praça? Caralho! E, do ponto de vista da cidade, você confiaria na higiene de uma toalhinha trazida por um cara tão pouco preocupado com sua higiene pessoal que sentaria nu em um banco de praça? A toalha deve estar muito mais nojenta que a bunda dele.)


Leia o texto na íntegra: Papo deHomem


: postagem recuperada do antigo blog obscenatorio.wordpress.com