Mostrando postagens com marcador feminismo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador feminismo. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Sextremismo




Feminismo e Sextremismo são coisas distintas.

Enquanto o Feminismo quer estirpar do homem o machismo e adquirir direitos iguais de gênero, o Sextremismo não quer apenas rebaixar o machismo, questão de gênero, mas também o seu sexo.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Conhecendo um pouco mais do FEMEN

No artigo anterior, teci algumas críticas ao FEMEN, a falta de diretriz do movimento e algumas contradições. Mas, assim como muitos desconheciam a fundo o grupo, eu também possuía pouca informação a respeito, e cada vez que busco saber sobre as verdadeiras intenções dessas "feministas" encontro mais questões a serem debatidas.

Um outro ponto que me deparei debatendo sobre foi saber que o FEMEN é financiado por alguém/algo. Não se sabe ao certo por quem ou pelo que o movimento recebe dinheiro para fazer suas ações. Segundo algumas notícias veiculadas, uma repórter russa teria se infiltrado no grupo, aceito suas regras para iniciar no movimento (postar uma foto com os seios de fora e fazer a primeira ação também com os seios de fora - no Brasil o procedimento é parecido, mas a foto tirada tem de ir para o perfil das redes sociais da integrante). Após estar inserida no QG (pois elas se consideram soldadas), a tal repórter viu que muitas recebiam salários, e que as novas integrantes, assim como ela, tiveram hotel e outros gastos todos pagos pelo grupo.

Sinceramente, não vejo isto como um ponto crítico. Vivemos num mundo capitalista onde tudo, sim, TUDO, se movimenta com dinheiro. Vamos parar para pensar: que resultado dá esses protestos feitos por movimentos sectários e ultrapassados de esquerda contra a guerra e tudo o mais? Em nada! Aqui no Rio de Janeiro, toda vez que há esses protestos, os militantes do PSTU vão pra Rua do Lavradio encher a cara e depois partem pra boemia da Lapa. Não vivemos mais em épocas de guerrilhas armadas, pelo menos não em grandes centros urbanos. Lembro-me da época em que tentei, junto com uns amigos, formar um movimento social. Como era difícil, era uma época em que eu trabalhava como um condenado e ainda estudava na faculdade. E ainda tinha que arrumar tempo para levar ideias ao grupo, fazer as reuniões, traçar as ações, escrevermos textos pro site, incentivar pessoas para se juntar ao movimento, que era sem dúvida a parte mais difícil. Difícil porque ninguém quer nada com nada. Se na época tivéssemos quem nos bancasse um salário para que pudéssemos nos envolver 100% (que fosse ao menos 70%) do tempo para promover o movimento, seria ótimo. Esse é o grande problema do capitalismo na atualidade. Como já escrevi em um texto, que tinha sido publicado no site deste movimento em que participei, o desemprego é uma importantíssima ferramenta para a manutenção do capitalismo. Quem está empregado precisa a qualquer custo manter o seu emprego, e quem está fora precisa fazer de tudo para tentar conseguir um. Ambos estão numa intensa guerra, lutando um contra o outro, ou melhor, todos estão lutando por si, é cada um por si. Então não é fácil fazer as pessoas dedicarem seu tempo à causas que elas não enxergam como prioritárias para as suas vidas.

Outro ponto que me deparei nas discussões sobre o FEMEN foi quanto à possível ligação das meninas ao neonazismo. Procurei, procurei e procurei...contudo, nada encontrei de informação que de fato pudesse tachar o movimento com este ismo. Até mesmo chamá-lo de feminista é algo complicado. O movimento parece mais uma deturpação do marxismo, em que a mulher substituiria o homem nas relações de poder em uma revolução sangrenta.

Mas a falta de clareza e de ações que de fato levem ao favorecimento de um mundo mais justo e menos machista contribui para que as pessoas acabem ligando o FEMEN ao neonazismo. Por exemplo, só a loirinhas bonitas com seios medianos a grandes, magras e brancas. Até vi por aí na internet uma foto com uma loira um pouco acima do peso, considerado ideal para a ditadura da beleza, e com umas celulites na bunda, mas não era uma foto oficial do grupo e nem sei mesmo se ela era do FEMEN. O fato é que não se vê gordinhas nas fotos ou mulheres fora desse padrão de beleza. Mas neonazista é fora de cogitação, pois até há negras, ainda que raramente visto, nas ações do movimento, como nas fotos abaixo. O que parece é que estas meninas acabam se incorporando na ideologia machista e eugênica (que vem antes do nazismo) ao selecionarem as mulheres que farão parte desta "revolução".



O que realmente me incomoda no FEMEN é a sua falta de comprometimento com aquilo que elas alegam defender. Quais são as ações práticas que essas mulheres fazem contra a violência sexual, a exploração sexual, o estupro, o tráfico de mulheres e crianças etc? Protestam por causas menores, como o protesto do grupo (inclusive no Brasil) pela libertação do grupo de rock punk Pussy Riot, cujas integrantes foram presas por protestarem contra Vladimir Putin em uma igreja. 

Ontem três integrantes do FEMEN Brasil invadiram o shopping em que se fazia a Casa de Vidro do BBB13 (não sei explicar bem o que é isso) para fazer um protesto contra a alienação que o programa causa nas pessoas. Sinceramente, é ridículo! Será que são atos como estes que farão as pessoas pararem para refletir e chegar a conclusão: Seios nus. Não ao Big Brother. Vou ler um livro e fazer a revolução!



São questões como estas que me fazem criticar o FEMEN, não o fato de receberem algum tipo de ajuda financeira (desde, claro, que isto não comprometa a ideologia (qual?) do grupo). Assim como também não creio que haja uma luta neonazista, mas, de fato há não apenas a separação de gêneros (o que na via prática não diferencia quanto à exploração dos meios de produção e da força de trabalho) e uma elitização das mulheres dentro de uma cultura de beleza, propagada pelo próprio machismo.


terça-feira, 8 de janeiro de 2013

FEMEN - Dá certo protestar com os seios?


É bem provável que se falarmos apenas o nome FEMEN, muitos serão incapazes de associar a que se refere este nome. Mas se falarmos nas "ucranianas loirinhas que protestam mostrando os seios", aí acho bem difícil alguém não saber nada a respeito.

  

Por um lado, não se pode negar que a forma de protestar gera bastante mídia. Em tudo quanto é lugar os peitinhos aparecem. Vejo, inclusive, como uma ótima campanha de marketing, e eficiente para divulgar o movimento. Neste quesito, não tenho do que criticar. As meninas fazem muito bem o protesto e ganham espaço na mídia.

Contudo, há algo que o movimento deixa a desejar. Diante de tanto holofote, onde fica o espaço para a divulgação das verdadeiras ideias do movimento? Tá certo, a mídia é a maior responsável por não focar a luta feminista, não debater o assunto em suas matérias. Mas isto não é nenhuma novidade para nós, é? E aí que, paralelamente, o movimento deveria atuar com ações mais práticas, ações que de fato tragam à sociedade mudanças. Ficar apenas no campo ideológico não traz nenhuma revolução.

O grupo está também representado no Brasil, e através do seu site pode-se ver quais são as propostas de luta do movimento: desconstrução da imagem do seio como um objeto sexual e reconstrução de sua imagem como um objeto da luta feminista, tentando chocar a todos; reafirmação como um movimento neofeminista, fundamentado nas raízes do feminismo mas remodelando-o para fora das elites, indo além dos livros e do foco universitário; e o Sextremismo, tendo o movimento foco nas ações que mais atingem as mulheres em cada país.

A crítica

Alguns fatores levam-me a criticar o movimento, mas uma crítica construtiva para que o mesmo possa crescer e se tornar um movimento de verdade:

1) Assim como muitos movimentos de esquerda cometeram (e ainda comentem) erros ao se fragmentarem, devido ao seu sectarismo, o mesmo parece acontecer com o FEMEN. No Brasil, já existia um movimento chamado Marcha das Vadias, antes da vinda do FEMEN ao Brasil. Em vez de uma união, os dois lutam separadamente.

2) Dizem não ser um movimento elitista, mas, apoiando-se apenas na mídia e sem ações mais concretas, de forma alguma faz com que a mensagem seja possível ser captada em comunidades mais pobres ou conservadoras.

3) Não se colocam como um movimento nem de esquerda nem de direita. Aparenta ser mais um movimento alienado politicamente. Não existe essa de não ser nem de esquerda nem de direita, ou como muitos se autointitulam: centrista, de centro. Não é possível ficar em cima do muro. Esquerda e Direita não significa estar situado fisicamente em um lado ou outro, mas, apenas uma analogia à luta que existe desde que o ser humano se entende como tal: a igualdade e a liberdade. Sendo assim, muitos podem pensar ser um movimento de esquerda, pois lutam pela liberdade e pelos direitos das mulheres, crianças e homossexuais. Mas, e na prática? Não fica muito claro!

4) A representante no Brasil, Sara Winter, é uma menina de 20 anos sem qualquer maturidade e capacidade para representar um grupo forte como o FEMEN, e que parece mais agir por impulso que por convicção, além de já ter sido defensora do integralismo (se ainda não defende um nacionalismo de direita). Agora diz não ter definição política (hum?). Sara já havia publicado um texto criticando o movimento Marcha das Vadias e a forma de protesto do grupo:  "Você, menina, mulher, não deixe se enganar, liberdade de expressão é uma coisa, promiscuidade é outra". Tal afirmação foi feita em 2011 no blog Le Cult Rats.

5) A não crítica da mídia: concordo com o movimento de que é importante ter o holofote da mídia, afinal, é ela que está dando toda esta audiência ao FEMEN. Mas, daí a não tecer crítica aos meios que justamente impõem uma ditadura da beleza e fortalecem os preceitos machistas, soa um tanto contraditório. Sara Winter, por exemplo, já foi alvo de ensaio fotográfico sensual, feito por Thiago Marzano.






O que pretendo é levantar um debate acerca do equívoco que alguns movimentos cometem. Cansei de tecer aqui críticas à esquerda brasileira e o seu desempenho em favor das forças conservadoras. E agora faço ao FEMEN, que espero que evolua e reflita sobre algumas de suas formas de ação, ou melhor, das suas formas de não agir.






Fique pelado em público, e seja feliz!

Poderíamos interpretar que a crítica ocidental de alguns movimentos libertários quanto à liberdade está nas vestimentos. Seria possível concluir isto tendo em conta às criticas que fazem ao uso da burca por algumas muçulmanas. Frequentemente nos deparamos com notícias que criticam o conservadorismo e a falta de liberdade em culturas em que as mulheres islâmicas usam a burca nas ruas. Mas por que tirar a burca faria com que fossem mais felizes e mais livres? Bom, esta é a concepção ocidental.

O interessante artigo de Lila-Abu-Lughod, "As mulheres muçulmanas precisam realmente de salvação? reflexões antropológicas sobre o relativismo cultural e seus outros", aborda questões de reflexão acerca de como vemos o mundo muçulmano com os nossos olhares ocidentais. Mais ainda, o interesse político por trás da disseminação da ideologia de que somos mais livres do que eles. Numa das passagens do artigo, a autora reproduz (e também reproduzo aqui), como o colonialismo francês tentou impor na Argélia um modelo de mulher livre:

"Talvez o mais espetacular exemplo de apropriação colonial das vozes femininas e o silenciamento daquelas entre elas que tinham começado a tomar mulheres revolucionárias... como papéis modelo por não vestir o véu, foi o evento de 16 de maio de 1958 [apenas quatro anos antes de a Argélia finalmente ganhar sua independência da França depois de um longo conflito sangrento e 130 anos de controle francês]. Naquele dia a demonstração foi organizada por generais franceses sublevados em Argel para mostrar a determinação deles de manter a Argélia francesa. Para dar ao governo da França evidência de que argelinos estavam de acordo com eles, os generais arranjaram alguns milhares de homens nativos, levados de ônibus das vilas próximas até o local, junto com algumas mulheres das quais o véu foi solenemente retirado por mulheres francesas. Arrebanhar argelinos e trazê-los para demonstrações de lealdade à França não era em si um ato incomum durante a era colonial. Mas retirar o véu de mulheres numa tão bem coreografada cerimônia acrescentou ao evento uma dimensão simbólica que dramatizava a característica constante da ocupação argelina pela França: sua obsessão com as mulheres."

É possível compararmos, por exemplo, com a chegada da campanha portuguesa ao Brasil. Com o intuito de catequizar e domesticar os índios, os colonizadores tentaram trazê-los para a cultura europeia, com o argumento de civilizá-los e libertá-los. Somente a crença cristã seria capaz de fazer com que os índios fossem seres livres e tivessem então a salvação.

Então, por que essa obsessão em afirmar que uma muçulmana não é livre por usar a burca? Quem disse que a liberdade pela qual as mulheres estão lutando é a de poder usar um shortinho e um decote, mas que ao mesmo tempo se sentem desrespeitadas por se depararem com homens olhando para suas curvas?

Não fazemos tal crítica quando temos que ir a algum restaurante, festa elegante ou outro evento que determine um padrão de vestimenta socialmente aceitável que determine cobrir algumas partes dos nossos corpos.

Uma notícia recente tem criado polêmica. A construção de um prédio público, no Paraná, para um Conservatório de Música, em os banheiros tem paredes de vidro e é possível ver de fora o que acontece lá dentro. Por que querer tanta privacidade? Ora, a privacidade é um direito, assim como é um direito as mulheres muçulmanas se comportarem vestindo uma burca, não querendo se expor à sociedade, porque este hábito tem um sentindo dentro de suas regras, hábitos, costumes...

Acredito que falta liberdade à mulher tanto no mundo ocidental como no mundo oriental. Tendo o patriarcalismo como base fundamentadora dos hábitos, costumes, moral, regras, leis etc. o machismo será dominante e as mulheres estarão sujeitas a submissão. A mulher precisa ter o direito de escolher, ter o direito de decidir o que fazer com o seu corpo, seja mostrá-lo ou cobri-lo, ter o direito de ter salários iguais aos dos homens, ter o direito de ser livre.

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

As mulheres de Togo leem Aristófanes


Parece que as mulheres de Togo andaram lendo A Greve do Sexo, de Aristófanes.

Nesta segunda-feira (27/08), as feministas do grupo Salvemos Togo declararam que vão interromper todas as suas atividades sexuais. A proposta é para que os homens sejam engajados politicamente contra a reforma eleitoral no país.

A mulherada sabe que possui uma arma muito mais poderosa que o emblemático fálico dos homens poderosos.


: postagem recuperada do antigo blog obscenatorio.wordpress.com

A batalha católica contra o feminismo


O catolicismo chega ao ridículo com tanto conservadorismo pregado por alguns padres, que deveria até mesmo ser expurgado do nosso país. Felizmente não é toda corrente católica que pensa assim, temos a Teologia da Libertação como exemplo, que ainda com raízes um pouco conservadores, há também muita força progressista.

Mas o Padre Paulo Ricardo de Azevedo Jr. é da corrente ortodoxa do Vaticano. No vídeo abaixo este seguidor de Olavo de Carvalho (Olavinho deve se confessar com ele) ataca o feminismo, chama de satânica a libertação da mulher, defendendo uma mulher doméstica, uma mulher do lar, chama mulheres que não querem engravidar de mulheres não maduras, de menininhas; e diz ainda: as mulheres estão sendo educada para fazer sexo, o sexo sem compromisso, e que o sexo deve ser para a maternidade.

Neste vídeo pode-se ver as coisas mais ridículas já ditas por alguém:




: postagem recuperada do antigo blog obscenatorio.wordpress.com

Por que vadia?


Marcha das Vadias


: postagem recuperada do antigo blog obscenatorio.wordpress.com

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Vive le orgasme!


Há quem diga que o orgasmo é como andar de montanha russa.





: postagem recuperada do antigo blog obscenatorio.wordpress.com

Feminismo é o direito das mulheres fazerem o que os homens fazem?



Para Ke$ha as mulheres devem ter o direito de falar na música sobre sexo e bebidas, tal como fazem os homens no rock e no rap. Disse ela: "Só porque bebo não significa que sou um bêbada. Só porque faço sexo, e não engravido, não significa que sou puta." Para a cantora, sua tarefa na Terra é equilibrar a disputa.

Ke$ha se considera uma feminista determinada a mudar as coisas e extravasar o limite do que as mulheres podem fazer. Para Ke$ha ser feminista é uma mulher fazer o que o homem pode fazer.

Será isso mesmo ser feminista?

: postagem recuperada do antigo blog obscenatorio.wordpress.com

Empresa aérea apela e faz desfile de mulheres com biquini

A mulher ainda não conquistou a liberdade plena. No mundo corporativo, por exemplo, assim como no cotidiano de todos, a mulher ainda é tratada como objeto. No Vietnã uma companhia aérea fez um desfile com mulheres de biquinis. Totalmente apelativa a proposta da empresa, mas que reflete a realidade.





E aí, é obsceno pra você?

: postagem recuperada do antigo blog obscenatorio.wordpress.com

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

A Verdadeira Estátua da Liberdade


Esta estátua ainda não existe, pois as mulheres ainda não são livres...

Quando as pessoas despirem os seus preconceitos ergueram a verdadeira estátua da liberdade.


: postagem recuperada do antigo blog obscenatorio.wordpress.com