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sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Justiça apreende livros eróticos

Matéria reproduzida do jornal Folha de S. Paulo


Depois de ter 18 exemplares de quatro livros eróticos apreendidos em sua livraria na última segunda-feira, por determinação do juiz da segunda Vara de Família, da Infância, da Juventude e do Idoso de Macaé (região norte do RJ), o dono da livraria Nobel da cidade decidiu não reaver os exemplares levados.

"Não fui e não vou buscar. A coisa ganhou uma proporção bem maior do que a gente podia imaginar, mas é até compreensível, pelo teor dos fatos", disse o empresário Carlos Eduardo Coelho, que tinha um prazo de até cinco dias, dado pelo juiz, para recolher as obras no fórum.

"Não vamos retirar os livros porque entendemos que a apreensão deles decorre de um ato arbitrário", disse o advogado Carlos Nicodemos, 46, representante de Coelho.

"Vamos aguardar o resultado do processo judicial para pedir a devolução", disse o advogado. Seu cliente tem dez dias, a contar da última terça-feira, para contestar o auto de infração que lhe foi aplicado e que pode resultar em multa de três a 20 salários-mínimos.

A apreensão aconteceu depois que o juiz Raphael Baddini de Queiroz Campos expediu uma Ordem de Serviço determinando a fiscalização da forma como estabelecimentos comercializam os livros da trilogia "50 Tons de Cinza" e "outros da mesma natureza e espécie".

O magistrado se baseou no artigo 78 do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que determina que publicações com ªmaterial impróprio ou inadequadoº sejam vendidas em embalagem lacrada que impeça o manuseio.

Na segunda-feira passada, representantes da Justiça e policiais militares foram às livrarias Nobel e Casa do Livro, em Macaé, e recolheram 64 exemplares de 18 livros.

Além do best-seller ª50 Tons de Cinzaº, de E.L. James, foram levados exemplares de "Algemas de Seda", de Frank Baldwin, e os brasileiros "50 Versões de Amor e Prazer", coletânea organizada por Rinaldo de Fernandes, e "A Dama da Internet", de Neville d'Almeida.

"No meu ponto de vista, existem inobservâncias não só por parte do juiz, mas dos comissários. A ordem de serviço era genérica, ela usa um conceito de 'inapropriado' a partir da cabeça do juiz."

Procurado pela Folha, o juiz Campos não quis conceder entrevista.

Em comunicado oficial do Tribunal de Justiça do Rio, o magistrado disse ter tomado a iniciativa depois de verificar pessoalmente, em uma livraria da cidade, que muitas crianças estavam bem próximas das vitrines onde livros com conteúdo erótico estavam expostos.

"A ordem de serviço é uma forma de garantir que a lei seja cumprida. Uma criança ou adolescente pode pegar um dos livros em uma prateleira e ter acesso a um conteúdo inapropriado para sua idade. Eles precisam ser protegidosº, afirmou o juiz no texto.

Nicodemos disse que a livraria de seu cliente "tem um protocolo de cuidado e zelo em relação à separação de obras destinadas exclusivamente ao público adulto e obras destinadas a crianças e adolescentes."

Depois da autuação pelos comissários da Justiça, a Nobel de Macaé passou a envolver os títulos de literatura erótica em filme plástico. Ele foram retirados da vitrine e colocados em prateleiras altas.

A reportagem procurou as editoras que publicam os livros apreendidos --Intrínseca, Leya, Casa da Palavra e Geração Editorial--, mas elas não quiseram se pronunciar.

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Prêmio para os ruins de cama


Fonte: New Europe

Uma revista britânica, a Literary Review, anunciou os finalistas do seu Bad Sex Award, prêmio anual para a pior cena literária de sexo. Dos autores nomeados, Tom Wolfe é o mais notável. Ele publicou a sua quarta novela este ano, "Back to Blood", e ganhou o prêmio em 2004 com a novela anterior "I Am Charlotte Simmons".

Outros nomes indicados são: “The Quiddity of Will Self” de Sam Mills, “Rare Earth” de Paul Mason, “Noughties” de Ben Masters, “The Divine Comedy” de Craig Raine, “The Adventuress” de Nicolas Coleridge,  “The Yips” de Nicola Barker e “Infrared” de Nancy Huston.

A premiação é realizada desde 1993. Nomes como AA Gill, Melvyn Bragg, David Guterson e Norman Mailer já foram felizardos com o trófeu, que é representado por uma mulher nua sobre um livro aberto.

Para surpresa, ficarão de fora da lista para o prêmio J. K. Rowling (The Casual Vacancy) e E. L. James (Fifty Shades Trilogy).


: postagem recuperada do antigo blog obscenatorio.wordpress.com

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Uma enciclopédia erótica dos quadrinhos


Luis Gasca e Roman Gubern criaram uma enciclopédia do erotismo nos quadrinhos.

Um verdadeiro catálogo do sexo nos quadrinhos é este livro de Luis Gasca e Roman Gubern, com ilustrações de diversos cartunistas de várias partes do mundo, com mais de 400 páginas destas imagens repletas de erotismo.

Os autores veem a importância das práticas sexuais nos quadrinhos, sobretudo com o surgimento do estilo underground e pornô nos anos 60 nos Estados Unidos.



Confira algumas destas ilustrações:












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quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Fresta Literária - Dia 24/10/2012 - das 19:00 às 21:00 - Auditório da FACHA (unidade Botafogo/RJ)


Fresta Literária - Dia 24/10/2012 - das 19:00 às 21:00 - Auditório da FACHA (unidade Botafogo/RJ)

Sarau de poesia erótica, com Vinni Corrêa, Cairo Trindade, Vinícius Antunes e convidados.



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A poesia é criação do diabo


Na pesquisa Retratosda Leitura no Brasil, foi constatado que quanto maior a idade dos leitores, maior o hábito de leitura da bíblia. O inverso ocorre com a leitura da poesia, que tende a diminuir com os leitores mais velhos.

Creio que quando jovens enchemo-nos de pecados, e com a consciência pesada ao envelhecermos, buscamos respostas para perguntas irrespondíveis, cuja única resposta cabível é Deus, por ser a explicação do inexplicável.

A Bíblia é o livro mais lido no mundo, e também é o mais lido no Brasil. A poesia é um dos gêneros menos lido. Penso que quanto menos religioso maior o interesse por poesia. Será?

Por isso serei um eterno jovem numa estadia no inferno.


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Manifesto de Arte Pornô (Gang do Movimento de Arte Pornô)

MOVIMENTO DE ARTE PORNÔ

(manifesto feito nas coxas)

* Antes de dominar a palavra escrita, o homem já desenhava sacanagem nas paredes das cavernas.
* Masturbação literária não gera porra nenhuma.
* Masturbação literária não gera porra nenhuma.
* Arte é penetração e gozo.
* Trepar, parir e criar fazem parte de um mesmo processo.
* O Pornopoema vai pôr no poema.
* Os caras do poder baixam o pau com medo de baixar as calças... e acabar levando pau.
* A rapaziada tá cagando pra Literatura Oficial.
* Pela suruba literária: um processo concreto da práxis marginal na sacanagem tropical e o escambau.
* O Poema Pornô taí prá abrir as pernas e as idéias.
* Viva o BUM da poesia em toda arte, em toda parte.

Do livro: Antolorgia - Arte Pornô


Cairo Assis Trindade (RS), Leila Míccolis (RJ), Ota (RJ), Teresa Jardim (RJ), Claufe (RJ), Glauco Mattoso (SP), Ulisses Tavares (SP), Sandra Terra (RJ), Bráulio Tavares (PB), PX Silveira (GO), Tanussi Cardoso (RJ), Reca Poletti (SP), Antônio Carlos Lucena | Touchê (SP), Franklin Jorge (RN), Cecília (MG), Aclyse de Mattos (MT), Paulo Veras (CE), Denise Henriques Assis Trindade (RS), Alberto Harrigan (ES), HUdinilson Jr. (SP), Mano Melo (CE), Flávio Nascimento (PE), Cynthia Dorneles (RJ), Eduardo Kac (RJ).

MAIO DE 1980


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Publicando um livro de literatura erótica


Depois que lancei o meu livro de poesias eróticas, o "Coma de 4", algumas pessoas me enviaram mensagens querendo saber mais sobre como publicar um livro. Sobretudo, um livro de literatura erótica.

Ao contrário do que muitos afirmam, publicar um livro não é tão fácil assim. Sem dúvida que a publicação hoje é mais acessível do que há alguns anos atrás, mas ainda há dificuldades. São inúmeras editoras se propondo a lançar novos escritores, e das mais diversas formas. Para quem quer ter seu primeiro livro, precisa saber quais as reais condições que possui para publicar, e pesquisar bastante sobre as editoras antes de tomar uma decisão.  E para ter um livro é necessário estar com ele pronto. Antes de escolher uma empresa para imprimir o trabalho (ou fazer um livro eletrônico) é necessário estar com a obra pronta.

Ter um objetivo: é o que o escritor deve pensar antes de iniciar o seu trabalho. Escrever para vender muito, para desabafar os sentimentos ou prevalecer o ponto de vista artístico? Dependendo do objetivo a ser alcançado, as táticas para publicar o livro serão diferentes.

Publicando para vender

Deve parecer estranho ler isto, afinal, quem lança um livro e não quer vender? Mas há quem queira como objetivo apenas fazer sucesso e se tornar um bestseller. E quem tem isto em mente precisa tomar algumas decisões na hora de escrever e depois na escolha da editora.

Não há como afirmar, pelo menos cientificamente, que há uma técnica decisiva que fará com que um trabalho seja um campeão em vendas. Há tanta aleatoriedade no público leitor que é impossível definir com exatidão o que eles querem ler, mas, é possível ter algumas idéias. Quem opta por esta forma de escrita sabe que não se escreve por escrever. Interpretam o que as pessoas querem ler, imaginar, sentir. A estrutura de linguagem é simples, objetiva, sem palavras complexas e sem muitas metáforas, apenas algumas óbvias, que o leitor não teria dificuldade em compreender. Se for um romance, uma trama que prenda a atenção de quem está lendo e a não utilização de palavras consideradas de baixo calão. Mulheres que escrevem sobre o seu próprio universo sexual conseguem alcançar um ótimo nicho de mercado. Na poesia, a repetição de uma mesma idéia com metáforas diferentes consegue atingir o leitor, desde que mantenha também a linguagem simples e uso de eufemismos para designar as partes sexuais, as posições e as ações. Ainda assim, a poesia possui um público muito limitado, e muito raro ver algum bestseller no gênero.

Com o trabalho já em mãos, falta então publicá-lo. Publicar ficou muito fácil, para quem tem dinheiro. Mesmo assim, aquele que quer obter um sucesso com o seu trabalho não deve publicar em qualquer editora. É possível enviar a obra para as grandes editoras em busca de que alguma aceite publicar, mas nem elas sabem o que realmente vai virar um livro de vendas ou não, os editores simplesmente apostam. Portanto, se sua obra não for escolhida, resta escolher aquelas empresas que publicam sob forma de pagamento pela impressão. Dessas, algumas grandes aceitam. Para quem tem muita grana é a melhor opção. Se grana for um problema, o jeito é escolher editoras menores, mas que tenham alguma expressão. Antes disso, é importante mostrar seus escritos a amigos e também enviar para alguns escritores, para que se tenha um retorno de como o seu trabalho foi recebido, pois é esta recepção que vai dar uma percepção de como seu livro poderá ser recebido pelos leitores.

Publicando para expor os sentimentos

Não há muita regra de como escrever se o objetivo é apenas colocar pra fora aquilo que sente. Se não há o objetivo de vender e de se tornar um escritor, basta escrever o que vier à tona. Algumas pessoas possuem o sonho de ter na vida um livro publicado. A questão aqui é saber mesmo se é isto o que quer pra si, e se vale a pena investir uma grana. O que aconselho neste caso é a criação de um blog em vez de publicar um livro. O blog tem mais acessibilidade em todo o Brasil e no mundo. É possível, inclusive, que um site com escritos sem pretensões  se torne um bestseller. Muitos sites conseguiram esta proeza, sem que fosse o objetivo. E é isto que torna a arte de conquistar o público uma não ciência. Agora, se não tem jeito, o sonho é publicar um livro, pelo menos para mostrar aos amigos, que então escolha a forma mais barata de publicar, uma editora pequena. Mas, cuidado! Mesmo assim é importante pesquisar para não cair em armadilhas, em todo mercado há aproveitadores.

Publicando como obra de arte

Em minha opinião, o menos científico de todos. Cada um tem sua forma de escrever, seu estilo, por isto não me aterei às questões estilísticas. O importante aqui é que o escritor saiba se seu trabalho realmente pode ser lido por alguém, pois mesmo que o objetivo não seja o sucesso, há de se ter alguém lendo o livro. Um escritor sem leitores não é um escritor. Quem tem dinheiro acaba publicando, não se importando com quantos vão ler, já que o que importa é publicar o trabalho, mas quem não tem dinheiro para bancar seu livro precisa analisar bastante antes de tomar esta opção. Há editoras - pouquíssimas - que publicam sem custo para o autor. Mas é a velha história: o que faz um editor aprovar uma obra? Não há ciência! É apenas pelo gosto. O editor observa e mentaliza se aquele trabalho pode dar algum retorno para a empresa editorial. Resta então desembolsar uma graninha e publicar em uma editora média ou pequena. Mas haverá muito trabalho para conseguir vender os exemplares e retornar o investimento.

Independente de qual forma foi a sua opção para querer lançar um livro, a dica que eu deixo é a de, antes de tudo, formar um público próprio. Os leitores mudaram muito os seus hábitos com o avanço da internet, e os blogs têm sido uma forma de descobrir novos escritores. Alguns lançam seus livros somente quando percebem que estão sendo lidos por várias pessoas na internet.

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