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sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Anúncio da cerveja Devassa pode ser processado e vai ao Conar




O recente anúncio da cerveja Devassa para o Carnaval deste ano tem sofrido críticas de algumas pessoas, que seria a relação entre perder a virgindade e o uso de álcool.

Sou muito questionador de anúncios de cerveja pois sempre são alienadoras e imbecis. Mas a campanha da Devassa só peca em uma questão, no meu ponto de vista.

O comercial de tevê divulgado nesses últimos dias mostra um rapaz que teria a sua primeira vez (a experimentar uma Devassa) incentivado pela atriz Aline Moraes. O repúdio à propaganda parte do princípio de que estaria a incentivar, de forma subliminar, o sexo apressado entre os jovens.

Talvez, para quem quiser assim entender. De fato há uma brincadeira com a primeira vez na relação sexual. Mas, sinceramente, qual o problema disso? Por que não experimentar a primeira vez de uma forma diferente? Além do mais, não há incentivo à menores de idade, uma vez que a bebida alcoólica é proibida para menor.

Qual seria então o problema no anúncio da Devassa?

O que faltou à campanha publicitária da Devassa foi um compromisso social, um compromisso de informar e orientar uma primeira vez segura. Da mesma forma que o sexo precisa ter cuidados, como o uso da camisinha, da mesma forma deve acontecer com a bebida. Ou seja, a publicidade poderia conter mensagens para experimentar de forma segura, consumir a bebida com moderação. Há a mensagem no final do anúncio, mas apenas isso, e mesmo assim porque é exigida pela legislação.

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Educação Sexual nas escolas, você reprova?

Em novembro de 2012, mães escocesas de Lanarkshire ficaram irritadas com a apresentação de um DVD nas escolas primárias, exigindo que o material fosse banido, assim como fora na Inglaterra.


O DVD contem desenhos de casais praticando sexo. A produção deste material foi do Channel 4, mas após protestos teve que retirá-lo de venda. As mães acham os desenhos vulgares demais para as crianças. Mas vulgar mesmo é a atitude dessas mães, com o superprotecionismo, acabam criando crianças alienadas e que acabam descobrindo o sexo de uma forma não segura. Não é à toa que atualmente vemos os jovens cometerem cada vez mais irresponsabilidades, e boa parte da culpa é dos pais, pois sempre acreditam que seus filhos são incapazes de qualquer ato suspeito. Muitos dos garotos acabam se tornando homens machistas e as garotas submissas aos homens, porque nunca tiveram uma educação libertária.


A nudez e o sexo ainda são tidos como profano por aqueles que tiveram uma educação cristã. Lembro em minha infância que meus pais não me ensinaram que eu tinha vindo de cegonhas, nem com o papo furado da sementinha. Para responderem às minhas frequentes dúvidas sobre como eu havia surgido, meus pais tinham em casa uma Enciclopédia da Vida Sexual (um volume correspondente à crianças de 7 a 9 anos, e outro correspondente à crianças de 10 a 13 anos). Foi com essa enciclopédia que aprendi sobre as relações sexuais, como a mulher gera uma criança, todo o funcionamento dos genitais masculino e feminino, o que é a puberdade, o que é o tesão etc. Sem o menor pudor, mas muito construtivo e conscientizador, muito diferente do que eu aprendi na catequese.

Estamos vivendo uma sociedade do politicamente correto onde tudo é motivo para censurar, há um superprotecionismo em que os pais querem salvar seus filhos desse mundo cheio de ódio, violência e preconceito, mas acabam eles mesmo fortalecendo estes conceitos em seus filhos, porque os filhos não nascem para ficarem presos dentro de casa, um dia crescem e dão de cara com o mundo.

Essa censura à educação sexual ocorrida na Europa se parece muito com a que tivemos no Brasil referente ao "Kit Gay". Esse mundo machista e conservador em que vivem as famílias brasileiras negam que haja um preconceito dentro de suas ideologias. Dizem não ser homofóbicas, mas estas famílias não permitem que seus filhos possam entender o que é uma criança sentir uma paixão por outra do mesmo sexo. O conservadorismo é uma hipocrisia que precisa ser extirpado da nossa sociedade, e termos uma educação verdadeiramente revolucionária, que eduque as crianças para o mundo, não para o mundinho de suas famílias.

Abaixo, algumas fotos da Enciclopédia da Vida Sexual que ainda está guardada aqui em casa, que hoje, sem dúvida, seria visto como algo criminoso.









sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Uma discussão sobre o sexo como disciplina escolar


Recentemente, a professora Brittni Colleps foi condenada por ter tido relação sexual com 4 alunos, sendo um quinto aluno tendo filmado a cena, em 2011. a condenação se deu porque no Testas (EUA), local onde ocorreu o fato, é proibido o ato sexual entre professores e alunos, independente da idade dos estudantes.

Este ano (2012), em Cleveland (Tennessee), também nos Estados Unidos, a professora de artes Christie David foi presa por ser acusada ter ter feito sexo com um aluno de 15 anos. Ainda este ano, a professora Kimberly Ali, de Phoenix, foi presa por transar com uma aluna de 14 anos. A mãe da garota descobriu a partir de trocas de mensagens do facebook da filha, avisando então à polícia.

Já no Colorado (EUA), a professora de educação física Lauren Redfern foi flagrada em fevereiro deste ano trepando com um aluno seu, de 17 anos. Neste estado é permitido a relação sexual de um adulto com um menor, porém,  a Lei não permite que o adulto seja uma pessoa "de confiança", ou seja, que tenha algum tipo de cuidado com o menor, como, por exemplo, o de Lauren, que era a de ser professora dele.

Não seria interessante os jovens poderem aprender um pouco mais sobre o sexo? Não seria interessante uma proposta discutir a inclusão do sexo como disciplina escolar?

Não estou a falar de pedofilia, que é o abuso sexual em um(a) menor. O consentimento do jovem pode existir, e não deve ser visto como algo ruim. Lembro-me na adolescência do quanto nós alunos tínhamos vontade de transar com as belas professoras de educação física.

E aí, é obsceno pra você?


: postagem recuperada do antigo blog obscenatorio.wordpress.com

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Quanto mais internet mais sexo...


Fonte da pesquisa: Daily Mail

É o que diz um estudo da Universidade da Carolina do Sul, apresentado na reunião anual da Associação de Saúde Pública da América.: "jovens com smartphones fazem mais sexo porque acessam mais a internet".

Atualmente é mais fácil um jovem encontrar na internet informações sobre sexo. Qualquer pessoa no mundo, de qualquer idade, pode acessar o Observatório, por exemplo, basta saber ler a língua portuguesa para entender. Os modelos de telefone mais modernos facilitam ainda mais o acesso desses jovens as mais diversas informações encontradas na rede. E não apenas a busca pela informação, mas, também, a busca por parceiros. Segundo essa pesquisa, pelo menos 17% receberam convites para fazer sexo online. E quanto mais os pais se preocupam em monitorar o conteúdo que seus filhos acessam nos computadores, mais os smartphones se tornam uma alternativa para os jovens buscarem pelo assunto.

A questão é: proibir é a melhor solução para educar as crianças? A busca por informações sobre sexo surgirá normalmente, e não informar traz um risco muito maior do que permitir que os jovens possam conhecer mais sobre as relações sexuais. Por outro lado, a preocupação é importante para evitar a ação de pedófilos, que usam as redes para atrair adolescentes desinformados e ingênuos.



: postagem recuperada do antigo blog obscenatorio.wordpress.com