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quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Mamar peitos sujos causa diarreia, segundo o Primeiro Ministro egípcio



Fonte: Daily Mail


Hisham Qandil, Primeiro Ministro do Egito, culpou a falta de higiene das mulheres pelo surto de diarreia na área rural do país. Segundo Hisham, a não manutenção da limpeza nos seios é o maior causador da doença.

Hisham disse ter testemunhado bebês que mamaram os seios da mãe sem elas terem limpado-os antes, quando fez uma viagem até as comunidades rurais, e afirmou ainda que elas não se incomodam em não higienizá-los.

O Primeiro Ministro fez esta afirmação durante uma reunião de gabinete. As mulheres que estavam presentes ficaram incomodadas com as declarações, de acordo com um relatório do International Business Times.

Hisham Qandil pode estar com razão ao perceber que uma das causas da epidemia de diarreia é a falta de higiene, mas, não seria dever dele apoiar uma educação sanitária nas comunidades rurais do Egito, a fim de eliminar a doença? Em vez disso, joga a culpa no povo e não traz a solução. Muito parecido com o que temos por aqui no Brasil.


terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Travestis e transexuais agora têm direito ao cartão SUS com nome social



 Matéria reproduzida de Agência AIDS


Em evento realizado nesta segunda-feira, 28 de janeiro, com lideranças transexuais e travestis do movimento social no Ministério da Saúde, o secretário de Gestão Estratégica e Participativa do Ministério da Saúde, Luiz Odorico, anunciou o cartão SUS com o nome social das travestis e transexuais. Reconhecendo, assim, a legitimidade da identidade de gênero dessa população.


Para Fernanda Bevenutty, primeira travesti Conselheira Nacional de Saúde do Ministério da Saúde, o nome social no SUS não é porque as travestis e transexuais querem usar um nome feminino, mas uma questão de saúde pública. “É esse nome que irá permitir que nós possamos ir aos postos de saúde sem vergonha e sermos bem atendidas”, comenta. 



Para Dirceu Greco, diretor do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde, “essa conquista, que teve participação do movimento social, contribui para a redução do estigma, preconceito, violência e discriminação que sofrem travestis e transexuais em nosso país, além de promover o acesso à saúde de acordo com os preceitos de humanização do SUS”, disse.



Jarbas Barbosa, secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, lançou em conjunto com a Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, a campanha de combate à violência contra travestis e transexuais por meio do “Disque 100”. O coordenador geral de Promoção dos Direitos LGBT e representante da Secretaria de Direitos Humanos, Gustavo Bernardes, mencionou a necessidade de todo o governo federal se empenhar na inserção de travestis e transexuais em suas políticas públicas. 



O cartaz, protagonizado pela travesti Ivana Spears, traz a frase: Travesti que se cuida, denuncia”, incentivando o uso do “Disque 100”. A ideia é promover o direito das travestis de serem respeitadas, terem acesso digno nos serviços de saúde e divulgar a estratégia de testagem do Fique Sabendo para aids, sífilis e hepatites virais.



Para o secretário Jarbas Barbosa, o respeito à diversidade deve permear todas as ações, em todas as esferas de políticas públicas, para que as futuras gerações cresçam em uma sociedade mais inclusiva, com menos discriminação e mais justa. “As travestis e transexuais são as que mais sofrem preconceito e este é dos principais fatores que as tornam vulneráveis à infecção das DST, HIV/aids e hepatites virais. A violência cotidiana a que estão sujeitas é o retrato de uma sociedade que não respeita a diversidade”, afirmou.



O evento fez parte da comemoração do Dia da Visibilidade Trans, celebrado nacionalmente no dia 29 de janeiro. No início do encontro também foi realizado um minuto de silêncio em respeito às vitimas da tragédia de Santa Maria, no Rio Grande do Sul.



Redação da Agência de Notícias da Aids com informações do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Dia da Visibilidade Trans - #diadavisibilidadetrans




Amanhã, dia 29 de janeiro, será realizado em todo o país o Dia da Visibilidade Trans, uma campanha de ativistas travestis e transexuais que lutam pelo respeito e pelos seus direitos na sociedade.

Como o Obscenatório já noticiou, a homofobia ainda é um crime muito frequente no Brasil, que aumenta a cada ano.

Diversos eventos ocorrerão pela região brasileira. Veja alguns:

Em Sergipe, a Adhons (Associação de Defesa Homossexual de Sergipe) organizará uma mesa redonda, que discutirá a violência sofrida pelos transexuais. A associação entregou à Secretaria de Segurança Pública (SSP) um pedido para a criação de um Decreto GP de Segurança Pública como alternativa para combater a violência contra homossexuais.

No Piaui, um estado com um elevado índice de crime contra homossexuais, o Grupo Piauense de Transexuais e Travestis organizará um evento na Frei Serafim.

A SJCDH (Secretaria da Justiça, Cidadania e Direitos Humanos), através da Coordenação LGBT, promoverá a abertura do primeiro curso profissionalizante para travestis e transexuais, em Vitória (BA). Haverá ainda uma manifestação pacífica que busca a inserção do segmento LGBT no mercado de trabalho.

Em Brasília, o Ministro da Saúde, Dr. Alexandre Padilha, receberá 15 lideranças do movimento de travestis e transexuais, no prédio do Ministério da Saúde, comemorando a data. Haverá um show no Sebinho Café e Bistrô às 19:00 promovendo a ação.

O Programa Municipal DTS/AIDS e Hepatites Virais da Secretaria de Saúde Pública (Sesap) de Praia Grande, litoral de Sâo Paulo, promoverá várias ações nas unidades de Saúde da Família. Haverá distribuição de material informativo e preservativos.

No Terminal Rodoviário de Santo André (SP), a Prefeitura, em parceria com o EMTU(SP), promoverá um evento com exibição de documentários em vídeo conscientizando a população sobre a importância do respeito aos direitos humanos e à cidadania dos travestis e transexuais.

O Programa Rio Sem Homofobia fará nesta terça-feira, dia 29 de janeiro, a distribuição de materiais informativos sobre os direitos civis de travestis e transexuais em bares, locais de convivência deste segmento e pela internet, e ainda em delegacias, postos de saúde, escolas etc.

Entendendo a causa:

Em 2004, um grupo de ativistas transexuais participaram do lançamento da primeira campanha (Travesti e Respeito) contra a transfobia, no Congresso Nacional, uma parceria entre o Ministério da Saúde e o Movimento Brasileiro de Travestis. O evento ocorreu no dia 29, e de lá prá cá a data marcou a luta transexual pelo respeito, pela cidadania e pelos direitos.

Compartilhe esta informação para que possamos promover um mundo mais justo, livre de preconceito contra travestis e transexuais.

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Aids: quatro em cada dez jovens dispensam uso de camisinha em relacionamento estável


Matéria reproduzida de Agência Brasil

Paula Laboissière
Repórter da Agência Brasil

Brasília – Quatro em cada dez jovens brasileiros acham que não precisam usar camisinha em um relacionamento estável. Além disso, três em cada dez ficariam desconfiados da fidelidade do parceiro caso ele propusesse sexo seguro. A informação é da pesquisa Juventude, Comportamento e DST/Aids realizada pela Caixa Seguros com o acompanhamento do Ministério da Saúde e da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas).

O estudo ouviu 1.208 jovens com idades entre 18 e 29 anos em 15 estados (Rondônia, Amazonas, Pará, Maranhão, Ceará, Rio Grande do Norte, Pernambuco, Bahia, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Rio Grande do Sul, Mato Grosso e Goiás) e no Distrito Federal. As mulheres correspondem a 55% da amostra e os homens, a 45%.

O estudo foi repassado à Agência Brasil para divulgação antecipada hoje (1º), Dia Mundial de Luta contra a Aids. A pesquisa será oficialmente lançada na próxima segunda-feira (5).

Ao todo, 91% dos jovens entrevistados já tiveram relação sexual; 40% não consideram o uso de camisinha um método eficaz na prevenção de doenças sexualmente transmissíveis (DST) ou gravidez; 36% não usaram preservativo na última vez que tiveram relações sexuais; e apenas 9,4% foram a um centro de saúde nos últimos 12 meses para obter informações ou tratamento para DST.

Os dados mostram que falta aos jovens brasileiros o conhecimento de algumas informações básicas, já que um em cada cinco acredita ser possível contrair o HIV utilizando os mesmos talheres ou copos de outras pessoas e 15% pensam que enfermidades como malária, dengue, hanseníase ou tuberculose são tipos de DST.

Em entrevista à Agência Brasil, o coordenador da pesquisa, Miguel Fontes, destacou que o grau de escolaridade dos jovens também influencia na adoção de atitudes e práticas responsáveis em relação ao sexo seguro. Outra constatação, segundo ele, é que ter pais ou profissionais de saúde como principais fontes de informação sobre sexo é um fator determinante para que os jovens adotem melhores práticas em relação a DST.

Notamos que os jovens menos vulneráveis são aqueles que conversam com os pais sobre sexualidade e que têm maior escolaridade. Mas pouquíssimos conversam com os pais sobre isso e a maioria não está estudando, repetiu alguns anos na escola. Embora eles não percebam, essa vulnerabilidade em relação à aids existe e é latente”, disse.

As recomendações feitas pelo estudo incluem maiores investimentos em conteúdos de qualidade sobre sexo e aids na internet; programas sociais que tenham a juventude como público-alvo e que envolvam a família dos participantes; estreitar laços com professores que trabalham com jovens, a fim de proporcionar algum tipo de formação ou capacitação para tratar temas relacionados a DST e aids; e massificar a informação de que existe uma relação direta entre o consumo de álcool e o aumento da vulnerabilidade dos jovens em relação ao sexo seguro.

No lugar de campanhas massivas na TV e no rádio, precisamos de canais diretos na internet. Ela age hoje como um gancho muito forte e é necessário levá-la em consideração como uma ferramenta educativa, além de reforçar o papel dos pais, fonte de educação mais confiável, e dos profissionais de saúde. Muitas vezes, os amigos são a principal fonte de informação do jovem, mas isso não implica em um melhor nível de conhecimento”, ressaltou o coordenador do estudo.

Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) indicam que os brasileiros com idade entre 15 e 29 anos representam 40% da população, totalizando 50 milhões de jovens. Levantamentos do Ministério da Saúde mostram uma tendência de crescimento de novas infecções pelo HIV nessa faixa etária desde 2007, chegando a 44,35 registros para cada grupo de 100 mil pessoas.

Atualmente, entre 490 mil e 530 mil pessoas vivem com HIV no Brasil. Dessas, 135 mil não sabem que têm o vírus. A incidência da aids no país, em 2011, chegou a 20,2 casos para cada 100 mil habitantes. No ano passado, foram registrados 38,8 mil novos casos da doença – a maioria nos grandes centros urbanos.

Edição: Lílian Beraldo


: postagem recuperada do antigo blog obscenatorio.wordpress.com